Em um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão na noite desta sexta-feira (20) o governador Ronaldo Caiado anunciou a adoção de “atitudes duras” para a contenção do coronavírus em Goiás e ajuda financeira para empresas de pequeno e médio porte. O governador se referia ao decreto 9.638, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) poucos minutos antes do pronunciamento, alterando o decreto nº 9.633, de 13 de março. O novo decreto proibiu viagens de ônibus e aviões para Goiás com origem em Estados com registro de coronavírus ou que tenha decretado situação de emergência

As novas regras proibiram entrada de novos hóspedes em hotéis, pousadas e alojamentos, restringiram ainda mais o funcionamento de lojas comerciais, reuniões e eventos religiosos, filosóficos, sociais ou associativos. Agora terão de fechar as portas toda atividade de circulação de mercadorias e prestação de serviços, em estabelecimento comercial aberto ao público, considerada de natureza privada e não essencial à manutenção da vida. O decreto, proibiu, visitação a pacientes internados com diagnóstico de coronavírus, ressalvados os casos de necessidade de acompanhamento a crianças.

Ajuda a empresas

Caiado afirmou no pronunciamento que o Estado luta “contra inimigo invisível” e que, apesar das “atitudes duras, às vezes incompreendida”, tinha a convicção de que faz o necessário para salvar vidas. Para “amenizar o sofrimento do isolamento social da população”, anunciou a disponibilização de R$ 500 milhões para empresas de pequeno porte. Ele não adiantou como será a liberação desse crédito. O governador afirmou ter determinado à Saneago para não cortar conta de água das pessoas com dificuldades e que recomendou às empresas de internet o alongamento do prazo de pagamento, e à Enel que não corte energia.

Caiado também pediu doações ao Fundo de Combate ao Coronavírus, criado pela Organização das Voluntárias de Goiás (saiba como doar aqui), ajuda das universidades para preparem seus alunos das áreas de saúde para o enfrentamento ao vírus, para os jovens ajudarem os idosos e comprometimento dos profissionais de saúde. “Quando ganharmos essa guerra todos saberemos reverenciá-los como grandes heróis”, disse em referência a esses profissionais.